Biografia

img_4371 Já que toda biografia é ficcional (obviamente) vamos considerar isso um papo informal, certo? Sou carioca, nascida em 1974, filha única de Ana e Mauro, um casal que queria mudar o mundo. Passei parte da minha infância fugindo dos militares. Primeiro, Petrópolis; depois, Salvador; em seguida, a Califórnia (onde fomos seguidos por espiões até mesmo na Disney – o que só soubemos quando os arquivos do DOPS foram reabertos); e, finalmente, Paris.

Com a anistia, voltamos ao Rio de Janeiro. Ana e Mauro já não dividiam o mesmo teto. Foi nesta época, também, que escrevi meu primeiro livro, “O caso da lista Punjabi”, para dar de presente de natal à família. Passei o resto da infância e a adolescência fazendo todas as coisas saudáveis do mundo (circo, saxofone, viagens a Búzios, natação, prática de beijos, balé, canto, aulas de reforço, horas no telefone) e estudando em colégios que me deram aqueles amigos de sempre e uma noção muito ampla sobre o que é a vida: o extinto Santo André e o Andrews.

Aos 15 anos voltei à França, buscando as raízes tão bem enterradas. Fui num programa de intercâmbio e, apesar de mil problemas, me reencontrei – e encontrei também uma verdadeira paixão quando cruzei o tapete vermelho numa viagem a Cannes: o cinema. De volta ao Brasil, acabei, no campus da PUC, cursando Jornalismo – que foi uma excelente escola, sem dúvida. Foi nesta mesma época que conheci, nas areias do Posto 9 (Ipanema), Danton. Entre aquela tarde mágica na qual nos conhecemos e o começo do namoro foram apenas oito dias. O namoro, bem, durou 12 anos e tivemos duas filhas maravilhosas, Luisa e Alice.

Nesta época de faculdade, eu queria fazer cinema. Mas como, se o cinema, no começo dos anos 90, ainda estava tão cambaleante? Trabalhei como tradutora na Eco-92, estagiei como jornalista no JB e trabalhei no Canal Futura. Depois acabei indo aprender a escrever roteiro de cinema na Califórnia, onde fiz pós graduação. O know-how me fez decolar em vôos mais ousados, ganhar um agent e sentir um gostinho de Hollywood.

De volta ao Brasil, fiz meu début na dramaturgia televisiva com Turma do Gueto um projeto, a princípio, revolucionário. Em seguida, passei por emissoras abertas e a cabo, e logo veio meu primeiro romance, Júlio&Juliano (2004), que trouxe confiança para perseguir meu sonho: ser romancista. Houve também colaborações em roteiros de cinema e trabalhos fora do país: em Angola, Paris e Los Angeles.

Em 2009 escrevi a biografia Débora Duarte, Filha da TV, uma experiência muito interessante. Em seguinda, meu projeto pessoal: dois romances históricos, independentes mas complementares Tempo Perdido – Livro de Joaquim e Tempo Perdido – Livro de Leah.

Esse ano lanço um infantil que escrevi com meu amigo e parceiro Gabriel O Pensador, o Nada D+ e uma biografia que estou desenvolvendo sobre a vida da Luiza Brunet. Que, aliás, dá um filmaço, então já estou pensando em dobradinha… Também continuo trabalhando em televisão, num projeto que em breve ganhará as telinhas.

O mais importante disso tudo é que eu amo absurdamente o que eu faço e, como é orgânico pra caramba, não posso deixar de dizer que não (apenas) escrevo para viver mas que vivo (não somente, mas com muita intensidade) para escrever.

Bem-vindo/a!!!

Laura.

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